terça-feira, 4 de março de 2008

Cientistas encontram bactérias na neve

Descoberta permite compreender interacções entre biosfera e clima.

Grande parte das partículas que entram na composição dos flocos de neve é constituída por bactérias ou outros organismos, indica um estudo de investigadores norte-americanos e franceses publicado esta sexta-feira na revista Science.

A descoberta permite compreender melhor as interacções entre a biosfera e o clima, a disseminação atmosférica de microrganismos potencialmente nocivos às plantas, e melhorar os modelos de previsão meteorológicas - afirmam os cientistas.

A chuva e a neve formam-se a grande altitude, nas nuvens, com a acumulação de minúsculos cristais de gelo que se agregam graças a partículas em suspensão na atmosfera, ou aerossóis.

O estudo mostra que parte surpreendentemente elevada dessas partículas (até 85 por cento) são células ou fragmentos celulares de bactérias ou outros organismos que podem afectar as plantas.

Brent Christner, da Universidade de Louisiana (EUA), e Cindy Morris, do Instituto Nacional de Investigação Agronómica (França), e colegas chegaram a essa conclusão depois de recolherem aerossóis precipitados em cristais de gelo na neve fresca, em diferentes latitudes.

A neve do Antárctico contém as concentrações mais fracas de aerossóis biológicos enquanto que a de Montana (noroeste dos EUA) e de França contêm as maiores concentrações.

A bactéria mais comum encontrada é a Pseudomonas syringae, que pode causar doenças em várias plantas, como as do tomate e do feijão.

A realização deste estudo permite que sejam possíveis algumas evoluções a nível de conhecimentos, tais como as interacções entre o clima e a biosfera, e também ajudar às previsões meterológicas.

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